Ubisoft é alvo de nova ação judicial na França por The Crew com apoio da Stop Killing Games.

A Ubisoft enfrenta um novo processo judicial movido pela UFC-Que Choisir, associação francesa de defesa do consumidor, que classificou como inaceitável a revogação das licenças dos jogadores de The Crew. O caso, anunciado em 31 de março e reportado pelo periódico 20 Minutes, aponta práticas comerciais enganosas e termos abusivos. A ação foi protocolada no tribunal de Créteil e recebe o suporte da iniciativa europeia Stop Killing Games. De acordo com a advogada Brune Blanc-Durand, em fala à AFP, a situação do jogo de corrida de 2014 representa um estudo de caso jurídico muito nítido.

O processo contesta a visão da Ubisoft de que os usuários adquirem apenas uma licença de uso que pode ser cancelada pela editora a qualquer momento. Este não é o primeiro embate legal da empresa sobre o tema; na Califórnia, uma ação semelhante alegou violações de leis de proteção ao consumidor e publicidade enganosa. Na ocasião, a defesa da Ubisoft argumentou que os reclamantes não possuíam a propriedade do título e que a interrupção ocorreu após o período de aviso estipulado na embalagem.

O CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, comentou sobre a campanha Stop Killing Games, que já conta com mais de 1,4 milhão de assinaturas, afirmando que o encerramento de serviços é um desafio comum a toda a indústria de games. Guillemot defendeu que a empresa oferece suporte e serviços para manter os jogos acessíveis, mas ressaltou que os termos de uso permitem o cancelamento de recursos online com aviso prévio de 30 dias. Ele pontuou que “nada é eterno” e que o suporte para todos os produtos não pode ser mantido permanentemente.

Como medida compensatória, o executivo mencionou que a Ubisoft disponibilizou The Crew 2 por uma taxa de um euro para os compradores do título original, permitindo a transição para a versão seguinte por um valor baixo. Guillemot reiterou que a empresa se esforça para que as descontinuações ocorram da melhor forma possível para os clientes, enfatizando que esse tipo de situação não é uma exclusividade da Ubisoft, mas um aspecto que todas as editoras do mercado precisam gerir.

Fonte: Gamingbolt

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Blogueira e Escritora

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